Tuesday, May 15, 2007
Friday, April 13, 2007
Calidoscópio
quando dança
curva
Posted by
Patrícia Kalil
at
8:24 AM
3
comments
Labels: poesia
Tuesday, March 27, 2007
No ar...
Andrew RichVoa sim, voa,
Asas batem à-toa
Sonhos pintam mapas
Olhos molhados de imaginar
Tuim faz castelos no ar
Tuim voa, coração palpita
Segue vento, segue
Vento empurra
Vento leva, voa
Tuim vem daqui
Tuim vem de lá
Pequeno, agita
Vê sua sombra corrida
Aflita, palpita
Grandes asas no asfalto
E... desenha o abraço
Que não soube dar
No ar, no ar.
Posted by
Patrícia Kalil
at
10:17 PM
4
comments
Labels: poesia
Wednesday, January 10, 2007
Iutubi
Toda vez que ligo a câmera, quem cruza o campo de visão... Visão. P. Olhos com febre. Penetra. Cruzei o mundo a filmar. Vi P entrar na vida de muita gente...
Em Paris, poema
Em Pequim, pirata
No Porto, piada
No palco, personagem
No passado, physis
Post, promessa
P em Atenas foi pã
Arcádia, uva, azeite, frutos, eus
Generosa, intensa, imensa
Banquetes, lua cheia, Afrodite
No altar de P
P em Roma foi puta
Foi papa, pistola, sem pergunta
Orgasmo covarde, boca seca
Hálito azedo e culpa
Na fama de P
P em Jerusalém foi púnico
Retrato de guerra e pó
Desértico, que Deus, quase fel
Mudos, ocos e sem trato. Ratos.
Uma morte de P
P em Miami foi preso
Estrangeiro clandestino, fé em que
Cru, deslocado, medroso, submisso
Beijos sujos, salsa e pimenta
Na ficha de P
P em Londres foi punk
Por que, não acato, por que, podre pacato
Deixa-me vir, ir, viver, eu na minha, eu e eu,
Rebelo, quem ousa privar
Nii na lei de P
P em Itapoã foi o pescador
Vivia do e para o mar
Imenso, na casa pequena
Dia miúdo, noite infinita
Na rede de P
No passado, physis
Post, promessa
Toda vez que ligo a câmera, P.
Posted by
Patrícia Kalil
at
6:40 PM
1 comments
Labels: poesia
Thursday, December 28, 2006
Sob o mesmo céu
Alô do outro lado, seu ouvido, sua e minha voz
Bastidor...
Sorriso de légua, olhos, respiração
Barulho, amor infra-som
E o mesmo céu
Conversa-sol destes dias temperados
Calefator...
Torrente de água, calma, aclimação
Arrulho, outros sons
E o mesmo céu
Fabular teclado, tic tic tic, jogo os dados
Ductor...
Mestiço-em-scène, núcleo, fusão
Orgulho, tantos tons
E o mesmo céu
Carinho, risada
Sagrada, sagrada
Ninho da patuscada
Sob o mesmo céu
Posted by
Patrícia Kalil
at
2:34 PM
0
comments
Labels: poesia
Tuesday, August 08, 2006
El descenso
Entre a terra que gira
e o céu imenso
Já não molha
Se água cai,
perde-se sozinha
Qual silêncio
No engasgo, o sufoco
sem lufada, gozo, refresco
Como vai, vem, contém?
Qual sabor, se ainda tem?
Post-mortem
Post-mortem
Esta chuva calma
Entre a terra que gira
e o céu imenso
Rasga folha
São tantos ais
que pinga sem ginga
El descenso
Posted by
Patrícia Kalil
at
8:35 PM
0
comments
Labels: poesia
Sunday, April 16, 2006
Aequinoctiu
Equinócio desde que o mundo é mundo
E astronomos observam o céu
Eis quando o sol cruza o Equador celeste
e faz dia e noite de igual duração
Nem Pesahim, nem Festa Paschalia Christianus
nem Ching-Ming
apenas Aequinoctiu!
Posted by
Patrícia Kalil
at
11:05 AM
0
comments
Friday, February 24, 2006
Silence
<body> left without rule
<children dir> need me
<parent dir> help me
I have no <head>
how to close a <brokenheart> element
I could not understand the content
</body> is not the matching tag
<em>love</em>, where are you
<strong>faith</strong>, I am watching you
I have no <head>
<body> left without rule
<children dir> need me
<parent dir> help me
Ontem, fui encontrar Dallas, para irmos juntas à academia. Fazia frio. Sua porta estava aberta. As crianças na rua, o cachorro corria. Olhos d'água. O telefone avisou. Ron, seu marido de 42 anos, sofreu um ataque cardíaco na cidade vizinha. Ele foi; ela partida.
Posted by
Patrícia Kalil
at
8:42 PM
1 comments
Labels: poesia
Friday, November 18, 2005
Vermelho e Amarelo no Azul
Quero mergulhar no Mar Vermelho
segredo do mundo que ainda não vi
Correr nua pela Arábia Saudita
sem ninguém perceber
efeito digital de burka-er
Quero viver no Mar Amarelo
Na costa da China, ser chinesa
efeito oriental china-er
Entender a Coréia do Norte ao longe
passar mensagens pelo céu
efeito político e social free-er
Cores do mar...
você é você e eu sou eu
viva Montaigne, amar é assim.
Posted by
Patrícia Kalil
at
11:11 AM
0
comments
Labels: poesia
Wednesday, September 22, 2004
Posted by
Patrícia Kalil
at
9:17 AM
0
comments
Wednesday, September 15, 2004
onívoros
e não nego um joelho de porco
delicio-me com peixes de água doce
quando fervidos com sal.
lágrima.
como até mesmo maçã,
como eva fez de elã,
como um belo pé de alface
amebas, nem vejo...
do avesso
igual ao mendigo que
morre na sé,
ao budista que fala
de fé,
ao cristão que prega
amor
sou igual
sou um pedro
sem a chave do céu
sou inútil
jogada ao léu
sou sem chão
sou bacteria de leite azedo
como cedo
como tarde
como noite
como tudo e todos na terra.
sou assim.
Posted by
Patrícia Kalil
at
9:00 PM
0
comments
Labels: poesia
Friday, September 10, 2004
Nada que me faça
Faça-me sentir
aqui
Parte tão de mim
Que se mascara até o fim
Do tempo...
Cadê alguém aqui?
Possibilidade de sentir-me
Menos só... que nada!
Posted by
Patrícia Kalil
at
4:14 PM
0
comments
k. do desenkanto
Quem manda, agrides?
Quem é mandado, dormes?
Homem, tu fizeste, receias?
Não vês? Ainda crês? Tu ris.
Posted by
Patrícia Kalil
at
9:09 AM
0
comments
Thursday, September 09, 2004
The Love Song of J. Alfred Prufrock
To prepare a face to meet the faces that you meet;
There will be time to murder and create,
And time for all the works and days of hands
That lift and drop a question on your plate;
Time for you and time for me,
And time yet for a hundred indecisions,
And for a hundred visions and revisions,
Before the taking of a toast and tea.
Posted by
Patrícia Kalil
at
6:38 AM
0
comments
Sunday, May 19, 2002
O homem sofre...
grite a imensidão do tempo;
torna-te surdo, solto, sem sentidos;
águas que cercam o medo do covarde;
palavras sem canto para desembocar.
O homem passa...
leio mil letras no seu riso tolo;
finjo cegueira para embair o falso;
calo a voz, simulo cansaço;
busco no leito alguém para amar.
O homem olha...
entendo dia, esquecendo a noite;
‘toca-me quente, sem mais respirar’;
manhã seguinte, perdeu-se passado;
já era hora de não esperar.
O homem parte...
finjo ritmo, nessa estrada torta;
combustão para me queimar;
piso em falso a cada brincadeira;
busco em todos o que não posso dar
O homem brinca...
Posted by
Patrícia Kalil
at
8:20 PM
0
comments






