Showing posts with label trabalho. Show all posts
Showing posts with label trabalho. Show all posts

Friday, July 28, 2006

Telecommuting

Hoje trabalhei de casa. Acho que depois de um ano com a Active Duck, canso-me um pouco da politicagem e social de escritórios, pessoas excessivamente nervosas, a correr para cima e para baixo.
Pedi para fazer
telecommuting hoje, ou seja, trabalhar de casa.

Olha, esse trem é uma delícia de bom! Um pão de queijo! Acordei sem pressa. Tomei café com preguiça. Pensei. Sonhei. Trabalhei e, nos intervalos, vi uns projetos da Duck. Almocei. Contemplei a vista num sem fim. Sonhei. Trabalhei mais um tanto no curso para a Namíbia, em inglês. Será que segunda posso fazer telecommuting de novo? Acho que não.

Thursday, June 22, 2006

No trabalho

Sarah, Marcia e Solmaz

Marcia fez um bolo do Brasil para o jogo de hoje!! :) E o Brasil fez bonito:

Brasil
4 x 1
Japão
I am sorry, Tantan
I thought of you...

Agora, deixa eu apresentar o pessoal:
Marcia é quietona, doutora inteligentíssima, a bambambam do nosso andar. A professora ama a terra do futebol. Ela trabalha na elaboração de conteúdo.

Eu divido a sala com Solmaz e Sarah.


Solmaz significa flor eterna em persa. Ela é aquariana, come tudo orgânico, odeia o Starbucks e a Microsoft (oh, oh!).
Solmaz é conhecida como Grandma. Esta flor nasceu no Irã. Mudou para os Estados Unidos aos 12 anos, cresceu em Utah e agora está em Seattle. É casada com Eric, que é da costa leste, e tem graves conexões na Sicília. Ele pratica artes marciais e trabalha na área de saúde. Solmaz e eu dividimos almoços e andamos para casa juntas.

Sarah acabou a tese de mestrado agora. Fez uma pesquisa muito interessante na África do Sul, no assunto HIV e preconceito. Ela ainda está estressada porque a banca engasgou e não quer liberar a nota. Sarah também gosta de tudo orgânico e ama os computadores da Apple.

Agora vou apresentar minha mesa:
Minha primeira mesa ficava no corredor, ao lado do filtro. A vista era a parede azul do hall. Agora, tenho uma mesa com janela. Um luxo. Posso ver os consultórios do prédio na frente. E o sol do verão de Seattle.

Wednesday, May 10, 2006

A tricoteira na reunião

Terça-feira, dia de reunião geral no trabalho. Três horas semanais para ouvir os projetos da universidade no mundo. E piadas institucionais, lógico. E lavação de roupa suja entre gerentes de projetos. E cortesias. E cantar parabéns para o aniversariante da semana. Essas coisas. Muitos aproveitam o tempo para desenhar no bloco de notas, outros para jogar no palm, outros escrevem e-mails e outros ... fazem tricô! O quê?! Literalmente, tricô! Sim, eu até cocei meus grandes olhos cansados e sonhadores. Mas não, a professora doutora sei-lá-o-quê levou um novelo de lã e duas agulhas de tricô para a reunião. Explicou o efeito mágico do tricotar: além de despertar o lado inativo do cérebro, ajuda na concentração.

1. Bem, minha primeira curiosidade é voltada para business: quantos cachecóis a professora conseguirá terminar até o Natal? Será que podemos abrir lojinha!? Echarpes especiais para pessoas inteligentes - aceito cheques.

2. Eu ouvi dizer também que luz baixa, olhos fechados e sons de baleia são maravilhosos para concentração. Será que eu devo experimentar o método terça-feira que vem? Não, eu ainda não sou doutora. Por isso, enquanto ela tece o marasmo, eu desenho.

Monday, April 03, 2006

Bee-bee-bee...

Escritórios aqui são diferentes, mais protegidos... Senha e segurança para tudo. Para eu ligar para casa, por exemplo, preciso discar 9 números, além dos 7 do nosso telefone. Controle, big brother, que Bial nem imagina!

Bem, hoje, eu fui a última a sair do escritório. Muito trabalho. Liguei o alarme e tive 60 segundos para sair do departamento. Ótimo. Missão cumprida com sucesso. Feliz e contente, resolvi fazer exercício e descer os andares de escada. Bem...

A partir do primeiro lance de escada, notei a freqüência de mensagens sobre “saída de emergência”, “telhado aberto”, “incêndio”, “mantenha a calma”... Achei exagerado até, mas continuei. Aos poucos, comecei a desconfiar daquela escada sinistra, vazia, cor de cimento. Acho que nunca alguém andou por ali, fora o pedreiro. Elevadores servem para que, afinal? De repente, a escada parou. Na frente, uma portinha. Resolvi abrir, a passagem deveria me levar para outro andar ou, quiçá, para a tão esperada saída. Mão direita na maçaneta, um giro no puxador e outro empurrão na placa espessa e metálica... Eis que DISPARO o alarme de incêndio do prédio. Continuo. Não dá para voltar. Câmeras atentas. Eu e minha mochila vermelha-bomba. Árabe no prédio. Atentado. Cheguei ao térreo com a polícia quase na porta.